Lição 2

Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto

CPAD Adultos 4º trimestre 2025
Texto Áureo

“Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (Sl 139.14)

Leitura Diária

Segunda
Hb 11.3
A fé produz entendimento
Terça
Sl 33.15
Deus forma espírito e alma de todos os homens
Quarta
Lv 19.28
Não é conveniente fazer marcas no corpo
Quinta
1Cr 21.23,24
O culto é um sacrifício pessoal
Sexta
1Tm 2.8
Oração com mãos levantadas
Sábado
1Ts 4.4
Possuindo o corpo em santificação e honra

Leitura Bíblica em Classe

Is 57.16

Tópicos da Lição

1

A MARAVILHOSA OBRA DE DEUS

1

Do pó da terra

Em sua sabedoria e infinito poder, Deus fez o corpo do homem (adam) do pó da terra (adamah) (Gn 2.7); uma estrutura magnífica composta, segundo estimativas, por cerca de 37 trilhões de células, tecidos, órgãos e sistemas, cujo funcionamento desafia a mais moderna ciência. Como o Criador, valendo-se de uma matéria-prima tão comum, fez uma obra tão extraordinária, complexa e completa? Esse mistério só pode ser entendido pela fé, como tudo o mais que Deus criou no Universo (Hb 11.3; At 17.22-28; Rm 11.33-36).

2

Deus, o Autor da vida

De uma das costelas de Adão, formou Deus a mãe de todos os viventes, Eva, em um corpo igualmente maravilhoso, porém, tão distinto em anatomia, fisiologia e genética (Gn 1.27; 3.20). Em relação a como os descendentes dos primeiros pais são formados no ventre materno, as Escrituras mostram que assim como na formação do primeiro homem e da primeira mulher, Deus é o Autor das vidas de todas as pessoas (Sl 139.13-15; Jr 1.5).

3

A individualizada formação integral

Deus forma espírito, alma e corpo de cada ser humano, conforme ocorre o ato de procriação que Ele mesmo estabeleceu, pela união íntima de homem e mulher (macho e fêmea) (Gn 4.1; Sl 33.15; Zc 12.1; Is 57.16). As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gn 25.22; Lc 1.15,39-44; Gl 1.15). Isso ressalta a grande perversidade do aborto e aponta para o sublime valor da maternidade, que deve ser cercada de cuidado e proteção — e conduzida em temor, amor e devoção (Sl 127.3-5; Sl 128.3). Uma boa nutrição física, afetiva e espiritual deve começar desde o início da gestação.

Deus, com sabedoria e poder, criou o corpo humano de forma extraordinária e única.

A CRIAÇÃO MARAVILHOSA DE DEUS

“A simples afirmação de que Deus criou os céus e a terra é um dos conceitos mais desafiadores que confrontam a mente moderna. A vasta galáxia em que vivemos gira a uma incrível velocidade de 788.410 quilômetros por hora. Porém, mesmo a esta alucinante velocidade, nossa galáxia ainda necessita de 200 milhões de anos para concluir uma única rotação. Além disso, existe mais de um bilhão de outras galáxias como a nossa no universo. Alguns cientistas afirmam que o número de estrelas na criação é igual a todos os grãos de areia de todas as praias do mundo. Ainda assim, este complexo mar de estrelas em movimento funciona com notável ordem e eficiência. Dizer que o universo ‘surgiu’ ou ‘evoluiu’ requer mais fé do que acreditar que Deus está por trás dessas estatísticas surpreendentes. Deus criou um universo maravilhoso. Deus não precisava criar o universo; Ele escolheu criálo. Por quê? Deus é amor, e o amor é melhor expressado em direção a algo ou alguém — assim, Deus criou o mundo e as pessoas como uma expressão do seu amor. Não devemos reduzir a criação de Deus a meros termos científicos. Lembre-se de que Deus criou o universo porque ama cada um de nós” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1590).

2

O CORPO E A GLÓRIA DE DEUS

1

O divino tecelão

Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Sl 139.13-15). A Bíblia na versão Tradução Brasileira (TB) usa a expressão “primorosamente tecido”, adjetivando a ação divina descrita nos versículos 13 e

15

Embora a Bíblia não dependa de confirmação, é relevante considerar que a

ciência reconhece a formação dos órgãos e sistemas do corpo humano exatamente dos tecidos formados pelas células presentes no embrião. 2. Entendimento e louvor. A compreensão da maravilhosa obra divina na formação do corpo humano liberta-nos de toda especulação e dúvida e produz um sentimento de gratidão e louvor. Davi declarou: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (Sl 139.14). No mesmo versículo o salmista usa a expressão “a minha alma o sabe muito bem”, demonstrando como

a verdadeira fé produz entendimento e percepção espiritual corretos, gerando quietude interior. Quando o homem não se reconhece como obra do Criador, vive inquieto em busca de explicações sobre si mesmo e se torna vítima dos mais variados enganos, como a teoria evolucionista. Não glorifica a Deus e se perde em um mundo de idolatria e depravação (Rm 1.18-32). 3. O perigo dos extremos. Desde os tempos antigos, a humanidade tem oscilado entre dois extremos sobre o valor e a importância do corpo. De um lado, correntes de pensamento como o maniqueísmo, o platonismo e o gnosticismo espalharam ideias que viam a matéria de forma negativa, considerando o corpo algo essencialmente mau. De outro lado, havia o culto ao belo, como na Grécia Antiga. O desequilíbrio permanece. Vícios, automutilações e outras atitudes extravagantes deformam e desonram o corpo (Lv 19.28; Pv 23.29-35; 1Ts 4.4). Por outro lado, há o narcisismo moderno, marcado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma e do espírito. A idolatria do “eu” leva à prática excessiva de selfies, publicações de si mesmo em redes sociais, cuidados estéticos, cosméticos e físicos em excesso (2Tm 3.2; 1Pe 3.3-5). Cuidar do corpo é importante, mas sem exageros. O cristão deve ser equilibrado em tudo (1Co 6.12). 4. Princípios ou regras? Quando falamos em corpo temos a tendência de logo pensar em regras, mas o viver cristão moderado consiste, acima de tudo, na observância dos princípios bíblicos. Um deles é fazer tudo para a glória de Deus (1Co 10.31). Aplicável às práticas mais simples de nosso cotidiano, é um parâmetro espiritual mais eficaz que regras rígidas e inflexíveis, que podem nos levar ao legalismo (Mt 23.1-7,23). Devemos sempre refletir: o que fazemos com o nosso corpo glorifica a Deus ou visa agradar a nós mesmos? (Rm 14.21; 15.1-7).

O corpo humano glorifica a Deus por sua formação admirável, devendo ser cuidado com equilíbrio e usado segundo princípios bíblicos.

DO PÓ DA TERRA E DO FÔLEGO DE VIDA

“‘... Do pó da terra’ implica que não há nada fantasioso em relação aos elementos químicos que compõem o nosso corpo. O corpo é o invólucro, uma estrutura sem vida até que Deus o torne vivo com o seu ‘fôlego de vida’. Quando Deus retira este fôlego, nosso corpo retorna ao pó. Desse modo, nossa vida e valor provêm do Espírito de Deus. Muitos se vangloriam de suas conquistas e habilidades como se fossem donos de suas próprias forças; outros sentem-se desvalorizados por não possuírem muitas habilidades. Na verdade, nosso valor não provém de nossas realizações, mas do Deus que criou o universo e escolheu presentear-nos com o misterioso e miraculoso dom da vida. Faça como Ele, valorize a vida” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.7,8).

3

O CORPO E A COLETIVIDADE

1

A prática relacional

Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gn 1.28). Por isso, temos necessidades e deveres que vão além de nossa individualidade. Não fomos criados para viver isolados social ou afetivamente. Embora os recursos digitais tragam muitas comodidades para o homem moderno, o contato físico continua sendo essencial para a vida humana. A troca de afetos por meio de expressões corporais não é substituída pela frieza da tecnologia. Tiago qualifica a verdadeira religião e a fé viva por práticas relacionais reais, que exigem o envolvimento do corpo (Tg 1.27; 2.14-18). Como está nossa comunhão?

2

A prática congregacional

O corpo é um elemento fundamental do culto divino. As Escrituras nos advertem da necessidade da reunião coletiva, da vida congregacional (Hb 10.24,25). Muitos têm sido seduzidos e enganados pelos falsos discursos dos que criticam a igreja como instituição, sugerindo o cultivo de uma fé individual ou meramente virtual. Sejamos sábios e prudentes: o movimento dos desigrejados é antibíblico e altamente prejudicial à verdadeira vida cristã (Ef 4.1-3; 1Ts 5.11-15).

3

Tecnologia e culto

O corpo precisa não apenas estar presente no templo, mas envolver-se diretamente com o culto. Tanto o Antigo, quanto o Novo Testamento, enfatiza o aspecto corporal intenso da adoração (2Cr 7.1-4; Sl 27.4; 100.2-4; At

2.41-47). Deus quer a expressão de todo o nosso corpo em louvor ao seu nome (Sl 150.6; At 4.24,31; 1Co 14.26; 1Tm 2.8). Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas se usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto. Até a educação secular já reconhece os prejuízos desse exagero tecnológico!

O corpo deve ser instrumento de comunhão e adoração coletiva, valorizando os relacionamentos e o culto presencial.

A verdadeira adoração ao Criador abrange a integralidade de nosso ser, o que inclui todo o nosso corpo (Rm 12.1; 1Co 6.20). Reconhecer-se como obra das mãos de Deus leva-nos a nos render à Sua soberania e permanecer confiando em Seu eterno poder (Jó 1.20-22; 2.10; 19.25-27). Que saibamos possuir nosso corpo em santificação e honra (1Ts 4.4).

VOCABULÁRIO

Racionalismo: conjunto de teorias filosóficas (platonismo, cartesianismo etc.) fundamentadas na suposição de que a investigação da verdade, conduzida pelo pensamento puro, ultrapassa em grande medida os dados imediatos oferecidos pelos sentidos e pela experiência. Cientificismo: concepção filosófica de matriz positivista que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade (religião, filosofia metafísica etc.), por ser a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo.

1. O que a Bíblia fala sobre o começo da vida humana integral (corpo, alma e espírito)? As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gn 25.22; Lc 1.15,39-44; Gl 1.15).

2. Como Davi apresenta Deus no processo de formação do corpo humano? Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Sl 139.13-15).

3. Quais os extremos quanto ao valor e importância do corpo? De um lado há correntes que consideram o corpo algo essencialmente mau; por outro, há os supervalorizam o corpo em detrimento da alma e do espírito.

4

Por que precisamos da vida comunitária?

Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gn 1.28).

5

Que perigos os recursos tecnológicos apresentam em relação ao culto?

Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto.

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