Lição 12

cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1Co 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25)

CPAD Adultos 4º trimestre 2025

Leitura Diária

Segunda
Rm 1.9
Servindo a Deus no espírito
Terça
2Co 7.13
Recebendo refrigério no espírito
Quarta
1Co 6.17
Um mesmo espírito com o Senhor
Quinta
1Co 6.20
Glorificando a Deus no espírito
Sexta
1Co 14.14
Línguas estranhas: o espírito ora bem
Sábado
Ef 3.16
Fortalecidos pelo Espírito no homem interior

Tópicos da Lição

1

A OBRA INICIAL DO ESPÍRITO

1

Consciência e fé

A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão. Jesus falou sobre essa obra de convencimento: “E, quando ele vier, convencerá o

mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8). Ainda no espírito humano, o Espírito de Deus remove a incredulidade, produzindo fé mediante a Palavra (Rm

10

17; Ef 2.8), o que também atinge as faculdades da alma (Rm 10.9,10)

Operase, então, a regeneração, o nascimento “da água e do Espírito” (Jo 3.5). O espírito que estava “morto” (separado de Deus) é vivificado; recebe uma nova vida, vinda de Deus (Ef 2.1). Esse novo homem, o homem espiritual, obtém uma mente renovada e passa a viver guiado pelo Espírito de Deus. Assim, a pessoa que ainda não foi transformada por Deus, ou seja, o homem natural, não consegue entender as coisas que vêm do Espírito de Deus. Para ela, essas coisas parecem sem sentido, como se fossem loucura. Isso acontece porque só é possível compreender essas verdades por meio da ação do Espírito (1Co 2.14,15). 2. A pedagogia do Espírito. A regeneração é o início de uma nova dimensão de vida. Uma nova vida, agora espiritual, em comunhão com o Espírito de Deus: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1Co 2.12). Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). Portanto, não podemos nos conformar com uma mente carnal, que pensa conforme os padrões deste mundo, cheio de vozes iníquas que querem nos influenciar, como filosofias, ideologias e “novas” teologias (Cl 2.8). 3. A renovação da mente. Devemos viver em constante contato com o Espírito de Deus, para que, com uma mente sempre renovada, desfrutemos da sabedoria divina, imprescindível para nosso viver diário (Rm 12.2). Para isso, é fundamental uma vida de consagração total (Rm 12.1), da qual fazem parte a oração e a leitura das Escrituras, disciplinas espirituais das quais tratamos na lição anterior (Tg 1.5,6; Sl 119.105). Não há área de nossa vida acerca da qual o Espírito não tenha uma segura direção. Ele pode nos guiar em toda a verdade (Jo 16.13). Ouçamos o Espírito! 4. Voz e luz. Quando tiramos tempo para ouvir o Espírito, Ele fala de muitas maneiras ao íntimo de nosso ser: traz sabedoria e revelação (Ef 1.17), esclarece questões duvidosas (At 15.28) e gera entendimento e paz (Rm 8.14). Ele — o Espírito de Deus — ilumina os olhos do nosso coração (Ef 1.18). Nesse texto, coração (kardia) significa “homem interior”. Portanto, a expressão de Paulo contempla o espírito humano, que, entrelaçado com a alma e inseparável dela, são esses “olhos” — o centro da percepção espiritual — através dos quais recebemos iluminação do Espírito para compreendermos as verdades divinas, fundamentais para esta vida e para a vida eterna: “para que saibais qual seja a

esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).

O Espírito Santo desperta a consciência, gera fé e renova a mente, ensinando e guiando o crente para uma vida espiritual.

“O NOVO RELACIONAMENTO COM DEUS

Paulo usou a adoção para ilustrar o novo relacionamento do cristão com Deus. Na cultura romana, o filho adotado perdia todos os direitos que possuía em relação à família anterior, e recebia todos os direitos de filho legítimo em sua nova família. Ele se tornava herdeiro dos bens de seu novo pai. Da mesma forma, quando alguém se torna um cristão, recebe todos os privilégios e responsabilidades de filho na família de Deus. Um dos mais importantes privilégios é ser guiado pelo Espírito Santo (ver Gl 4.5,6). Possivelmente existam ocasiões em que não sentimos que pertencemos a Deus, mas o Espírito testemunha que somos. Sua presença em nosso interior nos faz lembrar quem somos e nos encoraja com o amor de Deus (5.5). Não somos mais escravos atemorizados, ao contrário, somos filhos de Deus. Que privilégio! Como filhos, participamos dos grandes tesouros como coerdeiros de Cristo. Deus já nos deu suas melhores dádivas: seu Filho, seu perdão e a vida eterna. Ele nos encoraja a pedir qualquer outra coisa que possamos necessitar.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.1565).

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“REGENERAÇÃO

Regeneração, ou nascimento espiritual, é uma recriação interna (um novo nascimento interior) da espiritualidade de uma pessoa — uma transformação da vida de dentro para fora (Rm 12.2; Ef 4.23,24). É uma obra do Espírito Santo, pois através dele Deus transmite às pessoas o dom da vida eterna. Essa transformação marca o início de um novo relacionamento pessoal com Deus para aqueles que entregam sua vida a Cristo (Jo 3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global, editada pela CPAD.

2

TESTEMUNHO, INTERCESSÃO E EDIFICAÇÃO

1

O Espírito testifica ao espírito

Romanos 8 é riquíssimo quanto ao tema da função do espírito humano na comunicação com Deus. Tratando da vida do cristão — a vida no Espírito —, Paulo menciona a adoção espiritual, que é testificada pelo Espírito Santo ao espírito do crente regenerado: “O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). Essa comunicação entre o Espírito de Deus e o espírito humano traz convicção e segurança em Cristo, o que somente pode ser compreendido por meio da fé. Por isso, Paulo orava pelos efésios, para que Cristo habitasse, pela fé, em seus corações e pudessem compreender e conhecer o amor de Cristo, “que excede todo o entendimento” (Ef 3.19).

2

O Espírito intercede

Ainda em Romanos 8 vemos Paulo tratando de outra ação do Espírito de Deus junto ao espírito humano: a intercessão em nosso favor (vv.26,27). Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.2,27). Isso nos lembra do ensino de Paulo aos Efésios, sobre a amplitude da ação divina em nosso favor, que não se limita ao que pedimos ou pensamos, mas é conforme a presença do Espírito em nós (Ef 3.20). O Senhor sempre nos surpreende com o seu extraordinário agir! Uma das razões disso, certamente, é a ação do Espírito no

processo de intercessão. Ele prescruta nosso interior para muito além de nossa compreensão, agindo em nosso espírito. Como Salomão escreveu: “O espírito do ser humano é a lâmpada do Senhor, a qual examina o mais profundo do seu ser” (Pv 20.27 — NAA).

O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus e intercede em nosso favor de maneira profunda e além do nosso entendimento.

“O ESPÍRITO NOS AUXILIA

Como cristão, você não depende de seus recursos para lidar com os problemas. Mesmo quando não souber as palavras certas para orar, o Espírito Santo ora com e por você, e Deus responde. Com o Espírito o ajudando a orar, você não precisa ter receio de aproximar-se de Deus. Peça ao Espírito Santo para interceder por você segundo a vontade de Deus. Então, quando levar seus pedidos ao Pai, confie que Ele sempre faz o melhor. [...] Mas essa promessa não é para todos, é apenas para os que amam a Deus e são chamados por Ele; é somente para aqueles a quem o Espírito Santo convenceu de receber a Cristo. Tais pessoas têm uma nova perspectiva, uma nova maneira de pensar.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.1566).

3

EDIFICAÇÃO E FRUTO DO ESPÍRITO

1

O espírito ora bem

A ação do Espírito de Deus na esfera do espírito humano é vista também na Carta aos Coríntios, quando Paulo ensina sobre as línguas estranhas: “Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (1Co 14.14). As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1Co 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1Co 14.4). Paulo não apenas orava, mas também cantava em línguas (1Co 14.15). Que desfrutemos mais desse extraordinário recurso de edificação espiritual, aperfeiçoando nosso espírito na comunhão do Espírito de Deus. Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder. Falar em línguas é um presente divino que renova nossa fé.

2

O ápice da vida cristã

Outra maravilhosa obra do Espírito Santo no crente é a produção das virtudes listadas por Paulo em Gálatas 5.22. Chamadas de fruto do Espírito, representam o ápice da vida cristã e envolvem nosso ser por inteiro. O espírito do convertido é santificado pelo Espírito de Deus dia após dia: “haveis sido santificados [...] pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11). A obra do “Espírito de santificação” (Rm 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1Co 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25).

A oração em línguas edifica o espírito, e o Espírito Santo produz virtudes que representam o ápice da vida cristã, como amor, gozo e paz.

É Cristo quem proporciona essa profunda comunhão do espírito humano com o Espírito de Deus. Como Paulo afirma, “o que se ajunta com o Senhor é um mesmo

espírito” (1Co 6.15-17). Por isso, não nos enganemos: quando o Espírito de Deus age em nós Ele sempre glorifica a Cristo (Jo 16.14).

1. Como se dá a obra inicial do Espírito Santo em nós? A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão.

2. O que é a pedagogia do Espírito? Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26).

3

Como se dá o processo de intercessão do Espírito?

Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.26,27).

4

Qual a importância da oração em línguas?

Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”).

5

O que é viver e andar no Espírito?

A obra do “Espírito de santificação” (Rm 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1Co 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25).

Todas as lições Gerar Slides