Lição 6 · 08/11/2026

GUARDANDO-SE DOS FALSOS MESTRES

CPAD Jovens 4º trimestre 2026
Texto Principal

"Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!" (Fp 3.2)

Resumo da Lição

Os falsos mestres, com a sedução das heresias, podem trazer enorme destruição a indivíduos, famílias e igrejas, mas a sã doutrina produz vida em abundância.

Leitura Semanal

Segunda
Gl 5.9
Um pouco de fermento leveda toda a massa
Terça
Tt 1.11
É preciso fazê-los calar
Quarta
2 Pe 2.17
Fontes sem água
Quinta
Tg 3.1
Deus julgará os mestres com maior rigor
Sexta
1 Tm 6.3-5
Soberbo e nada sabe
Sábado
Dn 12.3
Os verdadeiros mestres brilharão

Texto Bíblico

Filipenses 3.1-11 1 Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever- vos as mesmas coisas, e é segurança para vós. 2 Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão! 3 Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne. 4 Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: 5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu, 6 segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. 7 Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. 8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo 9 e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; 10 para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; 11 para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos.

Introdução

Ao longo da Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo menciona, em diferentes momentos, a existência de obreiros que não eram sinceros: os maus obreiros. Logo no início da carta, ele relata que alguns pregavam a Cristo por "inveja e porfia”, tentando aumentar ainda mais o sofrimento do apóstolo durante sua prisão (Fp 1.15-17), Ou seja, havia pessoas que, mesmo anunciando o Evangelho, tinham motivações incorretas. Agora, novamente, Paulo traz uma nova nuance sobre obreiros que não eram sinceros diante de Deus (atuavam provavelmente em Filipos). Esse será o enfoque desta lição,

Tópicos da Lição

1

MAUS OBREIROS: UMA REALIDADE INQUESTIONÁVEL

1

No Antigo Testamento

Desde o início da obra ministerial, logo após Deus entregara lei no Monte Sinai, que o surgimento de maus obreiros se tornou uma realidade inegável. Vale lembrar dos sobrinhos de Moisés, Nadabe e Abiú, os quais levaram fogo estranho perante o altar do Senhor e foram consumidos instantaneamente (Lv 10.1,2). Ao longo da história dos juizes de Israel, inúmeros foram os sacerdotes que fizeram o que era mau diante do Senhor, realçando, como exemplos, os corruptos filhos do sacerdote Eli (1 Sm 2.12-17, 22-25), bem como os filhos do abençoado profeta Samuel (1 Sm 8.3). Isso mostra que, desde o inicio, a fidelidade a Deus sempre foi um desafio dentro da própria liderança espiritual.

2

No Ministério de Jesus

No Ministério de Jesus, igualmente, inúmeros maus obreiros se levantaram, e Ele mesmo advertiu: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mt 7.15), Os sacerdotes, por exemplo, contemporâneos ao tempo da encarnação do Verbo, Anás e Caifás, bem como os abundantes escribas e fariseus, aos quais Jesus classificou como sepulcros caiados, raça de víboras etc,, semelhantemente, ajudam a formar um rol pouco recomendável. Não se pode esquecer, como maior estrela decadente dessa lista, o filho da perdição, o qual se constituía num dos discípulos mais honrados do Salvador, o tesoureiro Judas Iscariotes, cujo fracasso ministerial estava profetizado séculos antes.

3

No Novo Testamento

Na Igreja Primitiva, no primeiro século, por todos os rincões em que o Evangelho floresceu, inúmeros foram os maus obreiros que causaram mal ao apóstolo Paulo como Alexandre, o latoeiro (2 Tm 4.14-17); Demas, que amou o presente século (2 Tm 4.9,10), dentre muitos outros. Inquestionavelmente, assim, ressai de maneira palmar, que a profecia do apóstoio Paulo aos obreiros em Éfeso, de que “dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos", lobos vorazes, que não poupariam o rebanho (At 20.29,30), restou plenamente cumprida. No mesmo sentido, Paulo escrevendo a Timóteo menciona que, nos últimos tempos, muitos cristãos dariam ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios, amontoando para si mestres segundo as suas próprias concupiscências. Não é isso, porventura, o que vemos na sociedade dos dias atuais?

2

INIMIGOS DO EVANGELHO

Paulo, observando o cenário e a consequência do trabalho dos maus obreiros nos seus dias, analisava o alto grau de reprovabilidade que esses “missionários da primeira hora” alcançaram. Certamente tiveram grandes oportunidades de mudarem o rumo de suas vidas, porém foram insensíveis à voz do Espírito Santo e enveredaram, com isso, por caminho tortuoso, vergonhoso, que os levou à perdição eterna. l. Guardai-vos dos cães. Os cães, como catadores de lixo, eram normalmente detestados pela sociedade greco-romana e considerados impuros pelos judeus que, por vezes, designavam o termo para os gentios. Assim, Paulo reverte a crítica dos judaizantes, denominando esses falsos mestres (judaizantes), que queriam tornar “puros" os cristãos gentios, chamando-os de “cães" (impuros). É preciso Lembrar, também, de que Apocalipse 22.15 diz que os cães ficarão de fora da cidade celestial, fazendo alusão às pessoas que não fazem distinção entre o certo e o errado, as quais podem ser assemelhadas aos relativistas dos nossos dias, que, sendo reputados por mestres, possuem potencial para causar danos ao rebanho. 2. Guardai-vos dos maus obreiros. O segundo aspecto que Paulo abordava desses mestres que perturbavam o trabalho diz respeito a eles serem "praticantes do mal", tentando impor que os gentios se submetessem à Torá. Eles não realizavam ajustiça de Deus, mas eram instrumentos do mal, pois pervertiam o caminho do Senhor, Na versão NVI das Escrituras, a frase “guardai-vos dos maus obreiros” aparece traduzida por “cuidado com os que praticam o mal”, denotando que esses cães, os quais perturbavam os gentios convertidos, empreendiam obra maligna. Eles eram maus obreiros porque faziam maldades. 3. Guardai-vos da circuncisão. Por fim, de maneira estratégica, Paulo exorta que os filipenses se guardassem da “mutilação", uma referência irônica à circuncisão dos gentios, haja vista que usa aqui o vocábulo grego katatomè, que significa “cortarem pedaços, mutilação", e não a expressão peritomê que se traduz por “cortar ao redor, circuncisão". Esse malabarismo linguístico realça-se quando, logo após, Paulo diz “porque a circuncisão somos nós", Portanto, Paulo deseja transmitir a ideia de que esses maus obreiros eram como cães impuros, que praticavam o mal ao mutilarem a fé das pessoas, a pretexto de as circuncidarem, quando, na verdade, “nós" que servimos a Deus no Espírito, nos gloriamos em Jesus Cristo e não confiamos na carne, é que “somos a circuncisão” (v. 3). O contraponto foi perfeito, e os filipenses certamente entenderam muito bem. PENSE! Por que Deus, por vezes, permite que surjam maus obreiros? PONTO IMPORTANTE! O surgimento de maus obreiros, de fato, constitui-se numa grande incógnita. Até Jesus teve que suportar Judas Iscariotes.

3

O PERIGO DAS FALSAS DOUTRINAS

O versículo “um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl 5.9) dá o tom do perigo das falsas doutrinas, ou seja, não se faz necessário que existam elementos heréticos abundantes para ocorrerem sérios prejuízos no Corpo de Cristo, Assim, todo o cuidado é pouco ao tratar com os falsos mestres, os quais têm, em regra, personalidade cativante, como a da serpente do Éden, e suas mensagens possuem a mesma natureza daquela que fez pecar os pais da humanidade: Deus disse 'não comerás', mas não é bem assim, fazendo ruir a gloriosa harmonia espiritual e material existente. l. As falsas doutrinas agradam. Paulo, em 2 Timóteo 4 3. fala sobre o perigo das falsas doutrinas, notadamente nos últimos tempos, pois os homens “amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”, isto é, os falsos mestres serão admitidos de acordo com a "docilidade" de suas idéias doutrinárias, as quais devem “encantar o cliente". Dessa forma, em regra, no afã de conquistar adeptos, os falsos mestres amenizam o “negar-se a si mesmo e tomar sua cruz", e acrescentam a ideia de que “você é o ponto fraco de Deus”, trazendo elementos psicológicos de autoajuda, e arrematam garantindo um bem-estar sem precedentes, o pacote completo do autoengano.

2. As falsas doutrinas seduzem. A sedução dos falsos ensinos apoia-se em dois elementos básicos: carisma (não caráter) dos seus propagadores (são experts na arte da enganação, como Satanás), como diziam os antigos pastores: "vêm com sapatinhos de lã", sem fazer barulho, e suas mensagens apresentam, — isso é o mais decisivo —, vantajosas, mas irreais promessas, tais como a que Satanás fez a Eva: “e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gn 3.5): ou mesmo quando tentou a Jesus dizendo: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (Mt 49). Uma fórmula maligna que tem logrado sucesso por milênios! Como dito: todo cuidado é pouco. 3. As falsas doutrinas destroem impiedosamente. Paulo, ao falar sobre as consequências dos ensinos dos falsos mestres, menciona que “transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância" (Tt 1.10,11). O vocábulo grego traduzido, nessa passagem, por transtornam, é anatrepo, que também pode significar perverter (ARA, NAA), derrubar, arruinar (NVI), destruir (VFL). subverter, esclarecendo o alcance do que uma falsa doutrina pode causar em casas inteiras, ou seja, não prejudica somente uma pessoa, mas produz uma enxurrada com potencial de destruir toda a familia.

Conclusão

Hoje, em dias de relativismo e ecumenismo, muitos cristãos tèm dado as mãos a falsos mestres, que proliferam ensinos heréticos. Todavia, a Bíblia sempre advertiu a manter distância dos tais. O apóstolo Paulo (Tt 1.10,11) e o apóstolo João (2 Jo 1.10), por exemplo, ensinavam “tolerância zero" com os falsos mestres! Que Deus ajude sua igreja a se manter livre dos engodos do Maligno.

Hora da Revisão

1
Segundo a lição, o que Paulo quis dizer quando escreveu para Timóteo falando que em uma grande casa não há vasos somente para honra?
2
Segundo a lição, qual o conceito que os cães tinham nas culturas greco-romana e judaica?
3
Por que os maus obreiros eram instrumentos do mal?
4
No afã de conquistar adeptos, o que fazem os falsos mestres?
5
Quais os dois apóstolos, citados na lição, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres?
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